De cima para baixo: 'Étude Rèvolucionaire', com Isadora Duncan e 'Lamentation', com Martha Graham, ambos do Ballet de Lorraine (fotos de Laurent Philippe). 'Cantinho de nóis' com a J. Gar Cia de Dança Contemporânea (foto de Silvia Machado).
por Vanessa Balula
A 7ª. Bienal Internacional de Dança do Ceará, completa, nesta edição, 12 anos. Tudo começou lá atrás, com uma iniciativa do bailarino e mestre da Universidade Sorbonne em Paris, David Linhares, que fez (e faz!) de tudo um muito para que os talentos da dança cearense não se percam por falta de oportunidade e investimento.
Ao longo dos anos, foram grandes conquistas: como a criação de um espaço de formação de bailarinos, coreógrafos e professores, o Colégio de Dança do Ceará; os programas Quinta com Dança e Café com Dança; a criação do complexo cultural Escola Pública de Dança na Vila das Artes e o - ainda mais bacana - surgimento de projetos a partir dos incentivos e discussões que rolam em torno da Bienal. A dança, assim, promoveu não só uma maior profissionalização dos artistas envolvidos nos projetos, mas também a abertura de novos caminhos e possibilidades para crianças do interior do estado. Como a Cia de Dança de Paracuru, na região litoral cearense, onde o bailarino Flávio Sampaio - ex-professor do Balé Bolshoi no Brasil - lidera um grupo de 250 crianças, todos filhos de pescadores.
O evento ganhou respeito de companhias estrangeiras e visibilidade. Dizem que durante o evento, com um público estimado em 30 mil pessoas, a cidade de Fortaleza respira dança. O que não é de se estranhar, com o Ceará sendo palco para as 40 companhias nacionais e estrangeiras, que se desdobram em 74 apresentações. O evento conta ainda com uma série de palestras, workshops, oficinas e projetos paralelos, como a Dança em Palavras, Os Bons Encontros e conversas com coreógrafos da Mostra Nova Cena.
Nesta edição, o Ano da França no Brasil é também comemorado por lá. Com três espetáculos franceses em turnê nacional: Alain Buffard, Ballet de Lorraine e Norma Claire.
Mais 6 países têm sua dança representada na Bienal: Alemanha, Argentina, Guiana Francesa, Cabo Verde, Portugal e Finlândia.
Do Brasil, participam as companhias de dança dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul e das cidades cearenses de Fortaleza, Paracuru, Sobral, Juazeiro do Norte, Itapipoca, Trairi e Tabuleiro do Norte.
Em um pas de deux com o continente africano, a Bienal estende seus passos para um prolongamento de sua programação na Bienal Conexão Cabo Verde - que acontece de 24 a 28 de novembro. Com apresentações de companhias e artistas nossos e de outras origens, em espetáculos, residências artísticas e encontros.
Por aqui, na terra de Aldemir Martins, a Bienal segue até o dia 30 de outubro com toda a sua programação gratuita.
Conheça também a primeiríssima edição da revista online da Bienal OlharCE e faça parte do mailing. Com uma tiragem de 2500 exemplares, sua versão impressa é distribuída gratuitamente a instituições e entidades relacionadas à dança, escolas, bibliotecas públicas e academias.
Edição e redação - jornalista responsável: Vanessa Balula coza@grafia.com.br
Preencha o campo abaixo e receba as matérias em seu e-mail.