Caixas de madeira; E agora toda terra e barro; linhas de caderno (sem titulo); e miniparquet - obras de Brígida Baltar
por Vanessa Balula
fotos: divulgação
Brígida Baltar é quase uma Titã com sua arte - no estilo do refrão "o pulso ainda pulsa" - mais contundente, viva e orgânica. Sem maiores intenções de crítica de arte, é mesmo assim que as obras e instalações da artista carioca nos inspiram. Brígida se ocupa, modela, constrói e edifica seu olhar e também o do seu público. Como com as peças de sua última exposição no Cariri: E agora toda terra é barro.
Hoje Brígida está em exposição na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, com a companhia de mais 11 artistas - da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco e do Rio de Janeiro - na coletiva Cartas-Trajetos, mostra que integra o Projeto Arte em Fluxo: Nordeste-Brasil.
O mundo tem pressa e as cartas - respeitosos registros quase sempre relacionados a algo mais íntimo, afetivo, confessional - perderam espaço no tempo rarefeito do nosso dia. A exposição na Usina tem como proposta se munir de metáforas para moldar e esculpir novos diálogos, agrupando as obras e os artistas em subtítulos: Carta/Corpo; Carta/Palavra; Carta/Cidade; Carta/Paisagem e Cartas/Trajetos, ao qual Brígida assina.
Cartas-Trajetos até 29 de março. Usina Cultural Energisa - Av. Juarez Távora, 243 - João Pessoa/PB. Fones: 83 3221 5346 / 3221 6343
Edição e redação - jornalista responsável: Vanessa Balula coza@grafia.com.br
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