Hilda Salomão é artista de berço. Cresceu em um atelier de mãe e avó ceramistas, e pode brincar com o que se transformaria em trabalho no futuro. A argila foi companheira de criança e também matéria-prima da arte que a envolve todos os dias. Integrante do Museu da Arte Moderna da Bahia desde 1989 ela dá oficinas, trabalha com arteterapia, participa de exposições coletivas, pesquisa e trabalha pintura e escultura em cerâmica.
A maturidade das obras reflete em suas próprias palavras: ?minha arte é vivência cotidiana. É fruto do exercício do fazer, das mãos que se confundem com a terra a ser transformada. E que por ela é, também, desnudada e conduzida. Uma natural auto-expressão do aprendizado artístico?.
Apontada como uma ceramista de mão cheia, Hilda é expert em pesquisar a forma, o suporte, os efeitos e as possibilidades de alta temperatura. A artista cria painéis e esculturas em cerâmica que revelam toda a sua criatividade e afinidade com a argila.
Assim, cheia de graça e versatilidade, Hilda Salomão, apresenta a mostra ?Transmutação? que reúne peças em tamanhos diversos de sua grande paixão ? a cerâmica. A exposição sugere, sob uma visão poética, a evolução do homem e as interferências temporais e naturais dos elementos terra, água e fogo, que interferem neste caminho. A presente busca pelas origens, retratada em suas criações, traduz também uma história íntima de envolvimento com o barro. As peças estão expostas na Ebec Galeria de Arte (Rua Amazonas, 746 - Pituba), até o dia 19 de dezembro, em Salvador. De segunda a sexta-feira das 9h às 19h , até 19 de dezembro. Entrada gratuita. Informações no telefone 71 3240 4743
Por Paula Soprana e Renata Germano
Edição e redação - jornalista responsável: Vanessa Balula coza@grafia.com.br
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