O artista plástico Alexandre Stefani ficou conhecido por suas belas esculturas em arame que representam árvores renascendo de troncos mortos e pedras brutas, tendo desenvolvido também uma série de flores em alumínio. Mas foi quando algumas lojas pediram um produto mais acessível, sobretudo para presentear em datas como natal e dia das mães, que ele começou a trabalhar com o polipropileno. ?Na mesma época, quase por brincadeira, eu já havia cortado e rasgado as saladeiras e baldes da Coza e costurado-os com arame de alumínio, cobre e plástico espaguetti. Daí para introduzir o murano ? num trabalho que me lembra uma das portas de um museu que gosto muito, o Peggy Guggenheim de Veneza ? foi um instante?.
Nessa experiência, ele se apaixonou pelo material e acabou desenvolvendo um imenso trabalho totalmente realizado com peças da Coza. São quadros, luminárias e esculturas manuseáveis, batizadas de ?toykebanas?, que Alexandre pretende relançar este ano. Ele usa de elementos cotidianos como os pratos triangulares, molheiras e canoas da Coza e os transformam em peças de arte. É nos quadros que os utilitários são realmente protagonistas: ?Às vezes apenas como um detalhe, outras o plástico entra com um quarto reino ? alem do vegetal, mineral e animal ? mas com sua força do cotidiano. Translocado de sua função, adquire característica única como arte contemporânea de grande beleza e identificação?, diz o artista, que comercializa sua produção sobretudo na Craft +Design .
Edição e redação - jornalista responsável: Vanessa Balula coza@grafia.com.br
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