A necessidade de saber mais e identificar as pessoas que faziam patchwork e quilt no Brasil levaram o casal Carmen e José Mauro Netto a promover, em 1998, o primeiro Festival Brasileiro de Quilt e Patchwork na cidade de Gramado/RS. Foi um marco, pois até aquele ano, aconteciam mostras e encontros esporádicos e isolados, realizados por clubes ou entusiastas desta arte, mas não se sabia quem, quantos e nem como se fazia o patchwork no país.
Com o passar do tempo, o festival cresceu, tornou-se referência e chega esse ano a sua 10ª edição coroado pelo seu pioneirismo e considerado o mais importante evento do gênero na América do Sul, fazendo parte do circuito internacional de eventos da área. ?Passamos a ter contato e fazer trocas com outros grupos que trabalham com patch e esse intercâmbio possibilitou o aprimoramento e profissionalização do trabalho produzido por nós e nossos vizinhos latino-americanos?, diz Carmen.
O evento tem um crescimento constante e gradual. Nestes anos o público visitante pulou de 1000 para 8000 pessoas e tanto a feira de produtos e serviços como a mostra competitiva mais que dobraram de tamanho. Também foram criadas mostras paralelas que já conquistaram os seus públicos.
A 10ª edição do Festival Brasileiro de Quilt e Patchwork acontece de 7 a 10 de novembro, em Gramado/RS, com patrocínio de Singer e OLFA. A principal atração é o Concurso Nacional de Quilts, mostra competitiva que escolhe os melhores quilts em sete categorias ? colcha, painel tradicional, painel inovativo, painel figurativo, painel abstrato, miniatura e iniciante. A premiação vai de máquinas de costura a prêmio em dinheiro, além de kits de equipamentos e produtos.
O evento oferece também 25 cursos e oficinas, ministrados por mestres vindos de todos os cantos do país, além da feira de produtos e serviços, com lançamentos e mostras de máquinas, equipamentos, tecidos e coleções voltadas para o setor.
A grande novidade deste ano é a criação do 1° Salão Internacional de Patchwork, que vai reunir trabalhos da Argentina, Uruguai e Chile, além de uma mostra da convidada internacional Kathy Kansier ? professora de quilt, juíza e avaliadora certificada pela American Quilter Society (AQS), que trabalha com a técnica desde 1974
Fazem parte da programação seis mostras paralelas (não-competitvas): Homens no Patchwork, Roupas em Patchwork, Mostra dos Mestres e as mostras ?O Sertão Brasileiro? (realizada pelo Clube Brasileiro de Patchwork e Quilting de São Paulo), ?Musicalidade mineira?(realizada pelo Clube das Gerais) e ?Rogai por nós?, de Maria Rita Webster. O ingresso às mostras e à feira é gratuito.
Uma atividade em constante expansão
Por suas características artesanais, o patchwork tem sido cada vez mais explorado tanto na indumentária como na decoração, pois torna as peças mais exclusivas e com ótimo impacto visual. A indústria têxtil tem acompanhado essa evolução, criando uma linha de tecidos e acessórios próprios para este segmento, enquanto as grifes vêm constantemente apresentando peças em patchwork em suas coleções.
Para quem desejar iniciar o trabalho com o patchwork, Carmen Netto orienta: um bom curso de iniciação é indispensável. ?É uma técnica que tem suas normas próprias e facilitadores para se obter um bom resultado. Fora isso, cursos mais avançados, contatos com exposições e bibliografia ampliam os horizontes do seu potencial e aplicação. Dominada a parte técnica ele se torna um bom meio de expressão artística, o que se vê claramente nas mostras do festival?, diz Carmen.
Informações e inscrições para cursos e palestras devem ser feitas no site www.festivalquiltpatchwork.com.br
Edição e redação - jornalista responsável: Vanessa Balula coza@grafia.com.br
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