Também com matéria prima alternativa, a artista Tânia Porscher, de Porto Alegre, confecciona bijuterias e acessórios femininos utilizando a técnica do papel machê. O desejo de criar peças em papel machê surgiu da vontade de fazer objetos diferenciados e exclusivos. ?O processo é todo artesanal e cada peça é única?, destaca a designer. Tânia lembra que sentia falta de componentes com uma linguagem singular, fugindo das peças que se encontram no mercado e são produzidas em larga escala. ?Minha produção é moldada e esculpida em um processo intuitivo como o de criar uma escultura?, ressalta.
Tânia reforça ainda que as informações sobre tendências, cores e formas do momento também são relevantes para um trabalho personalizado. O resultado é um acessório com uma textura que lembra pedra-sabão, com grande leveza, mesmo em peças maiores. Outra questão que a artista valoriza nas suas bijuterias é o uso do papel na feitura da matéria-prima, a reciclagem do papel, o que gera menos desperdício de material e menor degradação do meio-ambiente. O papel machê se caracteriza por ser um material versátil, feito com jornais e revistas. Depois da massa pronta, pode virar tela, escultura, bichos, estrelas, bijuterias e o que mais a imaginação inventar. Molduras de madeira, fios e metais valorizam as peças.
Edição e redação - jornalista responsável: Vanessa Balula coza@grafia.com.br
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