Há mais de 25 anos atrás, já tendo cursado arquitetura e atuando na carreira de artista gráfica, Carmen Netto descobriu e encantou-se com a versatilidade do tecido como material de trabalho. A paixão deu origem à loja Fio de Linha, uma confecção de panos, colchas e acessórios em patchwork, inaugurada em 1980 em Gramado/RS. Dirigida por Carmen e sua filha, Sara Netto, a loja oferece várias opções e desenhos em artigos de cama para adultos e crianças - são colchas, fronhas, almofadas, mantas e outras peças nas mais variadas cores e padronagens.
Em 1998, com a necessidade de reconhecer e identificar as pessoas que faziam patchorwk e quilt no Brasil, a Fio de Linha realizava a primeira edição do Festival Brasileiro de Quilt e Patchwork. Segundo Carmen, até aquele ano, aconteciam mostras esporádicas, realizadas por entusiastas destes ofícios em vários locais do país, mas sem muita expressão.
?Para nossa surpresa, um grande número de admiradores e praticantes estiveram em Gramado, vindos de vários estados do país. A partir do Festival este mercado passou a se conhecer, trocar informações e se desenvolver. Hoje existem no Brasil vários clubes, escolas e empresas especializadas, além de eventos voltados para este mercado que ao redor do mundo movimenta uma forte indústria, um comércio efervescente e milhões de consumidores?, diz a empresária e artesã.
Para Carmen, ao longo desses anos de festival, assistimos ao desenvolvimento do patchwork em nosso país. Uma característica bem marcante no quilt e patchwork brasileiros é o uso de cores vibrantes e também a retratação da realidade local. ?Nossas peças mostram muito da nossa natureza, nossa arquitetura, os casarios brasileiros e também nosso folclore e lendas. Aos poucos, vamos criando nossa identidade?, conta.
por Joelma Terto
Edição e redação - jornalista responsável: Vanessa Balula coza@grafia.com.br
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