O Museu da Casa Brasileira abre, no dia 14 de fevereiro, a exposição Bancos indígenas – Entre a função e o rito. A mostra tem uma introdução com seis peças arqueológicas com o objetivo de mostrar ao público a antiguidade da simbologia dos bancos e as dimensões históricas, estéticas, técnicas e simbólicas desses artefatos nas sociedades indígenas. Estão expostos os bancos indígenas mais antigos do Brasil - os banquinhos de cerâmica Marajoara, uma cultura indígena que nasceu na Amazônia entre os séculos V e XV. Também estão em exibição 58 bancos contemporâneos de 17 povos indígenas. Esculpidos diretamente na madeira maciça, sem encaixes nem emendas, a magia dos bancos está em simbolizar as tradições indígenas, sua antiguidade e sua diversidade. Muitos têm forma de bichos, enquanto outros apresentam formas retas, simples. A curadoria é de Adélia Borges e Cristiana Barreto.
O objetivo da exposição é trazer peças históricas para fazer uma ponte entre a arqueologia, a etnografia e o design contemporâneo. “Os bancos indígenas nos ensinam como os objetos podem ser o resultado de longas tradições que foram se transformando no decorrer do tempo e como a aparência que adquirem hoje pode ter sido moldada por antigas práticas rituais não mais existentes”, diz a arqueóloga Cristiana Barreto. Já a diretora do Museu da Casa Brasileira, Adélia Borges, destaca que a mostra quer celebrar a diversidade de formas e de conteúdos associados aos bancos e apontar a importância de sua preservação como um legado à cultura universal.
Abertura: 14/2/06, das 19h às 22h
Visitação: de 15/2/06 a 30/4/2006, de terça a domingo, das 10h às 18h
Local: Museu da Casa Brasileira
Endereço: Av. Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano Tel. 11 3032-3727 – São Paulo
www.mcb.sp.gov.br
Edição e redação - jornalista responsável: Vanessa Balula coza@grafia.com.br
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