O jovem estilista Lucas Nascimento enlouqueceu as passarelas do último SPFW e foi considerado a grande revelação do momento.

Com apenas 30 anos, Lucas vive em Londres e vive de moda.

Da sua moda.


Tem fama de perfeccionista.
Por aqui já teve grandes marcas como Amapô, Neon, Juliana Jabour, desfilando suas criações incríveis em tricô.

O moço é inspirado.


No último verão, tratou de mergulhar no universo de Laurie Anderson e imergir com uma coleção com vestidos e saias de tricô fininho-fininho e transparente – um momento tule.

Os comprimentos eram midi, a silhueta sequinha, elegante, mangas do tipo chic ¾ e mais hotpants, cigarretes, macaquinhos… E uma boa dose de textura, estampa e um tanto de lurex na trama. Lurex?! Ahan. Um verão com uma pincelada de Dancing Days.

Depois de tudo, o que esperar para o Inverno 2011?
Sofisticação.


Em sua terceira coleção, Nascimento fez de sua paleta de cores um sonho requintado. Quer ver?
Água, lilás, verde água, prata, preto, mostarda e marinho. Combinações nada óbvias e todas, to-das(!), chic-chic-chic.

Dizem os entendidos que o tricô da vez, parece feltro; e que vez por outra ganha um brilho acetinado dando um efeito de neoprene luxo. Uma coisa seda, meu bem.
Nascimento brinca com formas e comprimentos. Vestidos e saias longas, paletós são os carros-chefe.
O macacão segue embalado à vácuo – apenas para pouquinhos mortais.
Justíiiiiissimo.


Mais sobre o moço

Lucas nasceu em Bonito (MS) e aprendeu a tricotar com sua mãe.
No começo era uma atividade pra ver passar o tempo. Anos mais tarde foi o tricô que levou para University of the Arts London e para o London College of Art, onde se formou.

O moço exporta para o Japão, para as terras da Rainha e Alemanha.


Outro luxo by Lucas Nascimento é a exigência de ter em suas criações a matéria-prima e a mão de obra brasileiras. “Para fazer a coleção da Ghetz usei 100% fio nacional.
A empresa que fica em Socorro, no interior de São Paulo, tem uma infraestrutura fantástica. E isso foi o que mais me atraiu. É uma estrutura semelhante a que encontramos na Itália e na Turquia”.

Fashion e consciente. Nada mais bacana!

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Por Vanessa Balula