
Um descanso no encontro do equilíbrio no amparo da cadeira sem pé e do banco. Peça da série Mecanismos de Reequilíbrio by Rocci. Foto de divulgação via Museu Virtual
Rocci faz o tipo artista por ele mesmo. Nada de academicismos ou teoria. Com ele tudo é prática. Tudo é arte.
Tem paixão absoluta por objetos cotidianos – no momento, mais especificamente mobiliário.
Uma sina de Egidio Rocci é a busca constante do equilíbrio. Como? Dando tratos à bola com suas criações e peças – o que mais o atrai é a tensão entre as partes, quando o equilíbrio beira o desequilíbrio; quando tudo está por um triz.

O assento a mercê do ventilador. Peça da série Mecanismos de Reequilíbrio by Rocci. Foto de divulgação via Museu Virtual

A mesa e a cadeira se completam. Peça da série Mecanismos de Reequilíbrio by Rocci. Foto de divulgação via Museu Virtual
Na série Mecanismos de Reequilíbrio, se pode enxergar bem definida a junção dos móveis, mas com uma ideia pra lá de interessante que é a de manter a função de cada um dos objetos. “São como remendos, ajustes, soluções que servem para que uma cadeira sem pés continue a ser uma cadeira, por exemplo.” – declara o artista sobre seu novo trabalho: Mecanismos de Reequilíbrio.

O pé que falta. Peça da série Mecanismos de Reequilíbrio by Rocci. Foto de divulgação via Museu Virtual

O Arquivo Azul da série ‘Junções’ by Rocci. Foto de divulgação via Museu Virtual
Olhando com olhar de quem quer ver, as obras de Rocci inspiram (e expiram!) uma poesia do inesperado, da surpresa. Tudo parece ter um detalhe ao qual devemos dedicar mais tempo. Nada é só aquilo. Há mais – textura, materiais, funções, origem, tensão, equlíbrio e movimento. E ainda segredos. Segredos de guardar. É mesmo assim: suas obras sugerem também segredos: um arquivo (morto?!) azul piscina invade e guarda (se guarda) e toma conta de grande parte de um armário antigo, estilo clássico, de madeira. Com o que mais inesperado Rocci pode nos surpreender?

Olha a Frigidaire, aí gente! Peça também da série ‘Junções’ by Rocci. Foto de divulgação via Museu Virtual
por Vanessa Balula