Corsets e sapatos de salto plataforma altíssimos são as experimentações nos figurinos assinados pela estilista Karlla Girotto tratou de apertar as bailarinas Aline Bonaminda e Júlia Abs, e deixá-las nas alturas durante os ensaios – para o espetáculo Darkland da Cia. Vitrola Quantica, sob a direção de Daniel Augusto. Plataformas de vinil rosa e azul; aqui estamos nós novamente com a paleta de Warhol e o vinil super colorido dos anos 80!

“Nossa primeira experiência em ensaio da relação entre a dança e a moda se deu através do uso de plataformas. Num primeiro momento, podemos pensar nelas como sapatilhas. Mas provavelmente é mais que isso. Veremos nos desdobramentos da pesquisa. De cara vê-se que este adereço modifica a forma do corpo, o volume dos pés não é o natural. A plataforma sugere um pedestal, dá a impressão de o corpo flutuar em cima de algo fixo. Como costumava-se representar o corpo nas esculturas clássicas”, conta Júlia.
Os corsets levam a assinatura de Madame Sher a primeira grife a fabricar corsets no Brasil. Os corsets das bailarinas foram produzidos especialmente pra elas. Sobre a sua escolha para o figurino no espetáculo, a figurinista diz: “(…) mais um mundo de investigação se abre para o movimento em Darkland. Com as cinturas apertadas, as bailarinas descobrem novos percursos, novas sensações, dentro e fora de si mesmas.”
Uma das partes mais interessantes do trabalho da Cia é a pesquisa que desenvolve sobre as influências do corpo sobre a moda, dança e seus pontos em comum. 
A origem cênica do espetáculo é a obra do artista plástico inglês Ray Caesar . O artista gráfico Pablo Romart , sob a batuta do diretor, é quem irá assinar os traços para a animação. 
Todo o processo do trabalho, ensaios, pesquisas, está sendo registrado no blog Vitrola Darkland . Sem data prevista para estreia. Então vale ficar de olho.

por Vanessa Balula